11 Feb 2016

Faltam 383 dias para o carnaval

Crédito: Weligton Silva / PE no Carnaval

Brinquei o carnaval. Matei saudade das minhas ladeiras queridas, quase esqueci a dor por quatro dias inteiros, e sorri, e cantei, e gritei, e abracei. Fui quase feliz. A melancolia pós-folia vem desta vez uma outra. Eu sabia que seria um carnaval diferente e foi. Houve alguns encontros, bem menos do que eu gostaria, mas talvez mais significativos; houve os blocos de sempre e os blocos novos, mas acabei perdendo um ou outro por causa de um acidente; houve amor, porque afinal de contas, carnaval é amor, mas houve também solidão. E eu percebi que sofrer é estar invariavelmente sozinha. Mesmo que eu coloque a dor no cantinho, mesmo que eu sorria sorrisos sinceros, mesmo que eu cante com alegria que vem de dentro. A companhia oferecida, porém meio desajeitada, meio embaraçada, meio que sem saber o que fazer comigo, fazendo-me sentir o peixe fora d'água de sempre. Olinda, sempre linda, recebeu-me de braços abertos e me fez pertencer como nunca. Mas agora acabou e de certa forma no momento certo. E aí chega a hora de me guardar, me guardar pra quando o próximo carnaval chegar.
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