14 Jul 2016

"Canto para espantar os demônios"

Como disse Cazuza,
Cantando a gente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira... Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto para espantar os demônios, para juntar os amigos. Para sentir o mundo, para seduzir a vida.
E é assim também que eu canto. Sem nenhum talento, às vezes a plenos pulmões, em outras só caprichando no lip sync. Mas eu canto. Muito pouco no chuveiro, quase sempre no carro (com toda interpretação possível), fazendo vassoura de microfone no dia de fazer faxina em casa. Eu leio mais do que canto, mas ainda canto. Tantas vezes cantar me salva, porque me deixa feliz, porque me ajuda a colocar pra fora o que estou sentindo. Nos comentários de um post de Mary eu comentei como as minhas músicas são sempre minhas, ninguém nunca as tirou de mim depois de um coração partido e eu jamais deixarei fazerem isso.

Mas então, Verô chamou para fazer uma lista de lip sync for your life. Eu sou péssima com listas porque sempre deixo alguma coisa de fora, mas amei a ideia (que já virou um futuro projeto de dublagem, mas isso fica para, bem, o futuro) e com muita dificuldade fiz minha lista de cinco, deixando de fora duas que aparecem na lista de Verô que entram na minha também, mas não quis me repetir (sim, estamos falando de Madonna e Whitney Houston, eternas divas).



Polyphonich Spree é uma dessas bandas que eu sempre escuto quando estou felizinha ou quero melhorar o humor e Hold Me Now é provavelmente minha música preferida. Se eu já fiz um mix cd para você, é bem possível que essa música tenha aparecido nele. Cantar "Hold me now dont start shaking / You keep me safe don't ever think / You're the only one when times are tough / In your new age" com vontade é quase catártico.



Eu sou uma romântica incorrigível, essa é a grande verdade.



Vamo combinar que essa música é um marco do pop e iniciou toda uma nova história de mulheres cantando sobre empoderamento. Sem contar que é extremamente dançante e tem passinhos! Muitas performances inesquecíveis dentro do carro.



Chico Buarque tem música para tudo nessa vida. Eu escolhi Samba do Grande Amor porque amo a versão com Quarteto em Cy. Aliás, o disco inteiro é um dos que mais escuto e canto no carro.



Los Hermanos é a banda de embalar corações partidos, cá entre nós, e eu adoro. O primeiro disco ainda tem um "peso" que dá para colocar muita emoção na interpretação. Até bater cabeça! Na eterna dúvida libriana de qual música escolher, foi a que abre o disco. "Não mereces o afago nem de Deus nem do diabo, quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti" é foda, né?



Bonus track (porque sim): Marília Mendonça é minha nova queridinha. Chamam de sertanejo universitário, mas para mim é brega mesmo. E no nível Reginaldo Rossi, que é rei. Então ela é muito diva. Dá algumas escorregadas, mas em geral são músicas girl power, o que ajudou muito para eu me apaixonar. Outra que é difícil de escolher uma música só, mas Folgado foi a primeira que ouvi e uma das preferidas até agora.
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2 comments:

Verônica said...

Não conhecia Polyphonic Spree! Que coisa mais fofa.
Bonnie Tyler e Survivor entrariam fácil na minha lista.
Crazy in Love da Bionça fica como meu bônus track.

Clarice Concê said...

Crazy in Love! Fiquei entre ela e Survivor, mas escolhi a última pelo "pioneirismo" hehehe