5 Jul 2016

Hello darkness, my old friend


Quando olho para trás vejo que todos os sinais estavam piscando, e vibrando, e soando, mas eu nunca sei realmente quando ela chega até que esteja instaurada. A dificuldade para acordar em um dia vira o atraso no outro que vira um dia na cama na ausência de compromissos. Compromissos que seriam cancelados caso existissem. Dois dias sem comer seguidos de um buraco dentro de mim que nem toda comida do mundo seria capaz de preencher. O choro fácil, a explosão imediata. Então eu sei, mas já é tarde demais. Eu fujo das pessoas, mas quero que elas venham atrás de mim. Eu me isolo em casa e me sinto irremediavelmente solitária. Deixem-me, mas não vão embora! Está tomando os remédios? Tem tido pensamentos destrutivos? Como tem dormido? Tem feito uma alimentação balanceada? Precisa incluir exercícios físicos na rotina. Sim, não, mal, às vezes, eu sei. Eu sei, eu sei, eu sei. Tudo que preciso fazer. Mas está escuro e meus olhos ainda não se acomodaram, eu tenho medo de tentar dar um passo e cair. Porque ela está aqui, pronta para esticar a perna e me fazer tropeçar.
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2 comments:

Renata Lins said...

sei tanto como é isso....
forçaí.
embora eu saiba que não adianta.
como diz um amigo meu, num poema q adoro,
é preciso aprender a ficar submerso.
até a onda passar.
aí a gente emerge....

Maria Angélica said...

pelamor, esse post. <3
sei tanto como é. ver a onda crescendo e se aproximando...