16 Jul 2017

Becoming Minimalist


"Você não precisa de mais espaço. Você precisa de menos coisas." Crédito: Becoming Minimalist.


Vocês conhecem o site Becoming Minimalist? Faz um tempo que acompanho a página deles no Facebook, acho que por recomendação de Renata, e lembro que a primeira coisa que me fisgou foi uma frase que dizia mais ou menos "se você precisa sempre de mais organização, talvez você precise de menos coisas", a mesma ideia da frase que abre o post. Ou seja, não tem absolutamente nada a ver com o "estilo" minimalista (também conhecido por mim como sem graça), mas sobre como não ser dominado pelas coisas que possuímos.

Quando me mudei para a kitnet, brinquei muito que estava me tornando uma minimalista. O fato é que fui obrigada a me desfazer de muita coisa para caber no novo espaço de dimensões bem menores do que estava acostumada. Entretanto, só após um ano morando no que chamo de meu cantinho, percebi que ainda conseguia acumular montes de coisas que não usava e perder muito tempo organizando meus 33m2.

Eu me apego demais ao valor sentimental das coisas. Valor que eu dou a elas, claro. Como a jarra de cristal com um conjunto de copos que foi da minha avó e eu jamais poderia usá-la, porque, né, vai que quebra. Então trouxe comigo um outro conjunto de jarra mais copos ganhando no casamento, que esse sim eu poderia usar. No fim das contas nunca usei nem um nem outro e daqui posso ver o conjunto de jarra e copos de cristal que em breve ganhará novo lar.

Não é fácil quebrar certos padrões, mas é um exercício que estou disposta a fazer. Comecei pelo que era mais difícil para mim: livros. Eu sou daquelas que sonhava em ter uma biblioteca enorme em casa. Mas já pensou que triste ser um livro que só será lido uma vez na vida? Então eu tenho essa nova regra: não é livro de referência, eu já li e jamais lerei de novo, passo adiante. Livros foram feitos para serem lidos.

Com a mudança que se aproxima (mais sobre isso em breve) terei uma excelente oportunidade para reavaliar novamente tudo que possuo. O que vai, o que fica, o que é usado, o que merece a chance de brilhar em outra casa.

Cansei de perder tanto tempo com coisas. Prefiro me dedicar a mim e a outras pessoas, que em breve beberão alguma coisa nos copos de cristal que foram da minha avó, mas que agora são meus e minhas coisas a gente usa sem muita preocupação.
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